terça-feira, junho 10

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Paralisada no futuro
Astronauta
Observa o presente
Não o sente, não o cria
Ele já não interessa mais

Não aquece, não resfria
Paira no ar
O café não senta na xícara
Nessa nova dimensão
Sou bicho, sou carne
Sou estagnação 
Mármore e porcelana
Compondo a mesma escultura

O futuro é o presente
E o presente é vão
Ilusão, desordem, 
Fragmentação
A cápsula está chegando
Não quero embarcar

Um comentário:

  1. O paralismo atual, a estagnação habitual... e aprofunda.

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