vendo amor
onde não existe
esquinas
bares
calcinhas
domingo, dezembro 30
sábado, dezembro 29
mulher atemporal
ei, mulher
do teu luto
faz tua luta
do substantivo
se faz o verbo
no pretérito
é imperfeito
no plural
é nossa luta
no coletivo
são nossas vozes
do teu luto
faz tua luta
do substantivo
se faz o verbo
no pretérito
é imperfeito
no plural
é nossa luta
no coletivo
são nossas vozes
quinta-feira, novembro 8
livreser
Protótipo
Recomendado
Preceituado
Ausência
Perdida
Indefinida
Essência
Estereotipada
Dissimulada
Moldar
Esculturar
Lapidar
É preciso esvair
preencher
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Preceituado
Ausência
Perdida
Indefinida
Essência
Estereotipada
Dissimulada
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Esculturar
Lapidar
É preciso esvair
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quinta-feira, outubro 4
invisual
olhos que se veem
olhos que não creem
o descaminho
eu, caminho
tenho flor e espinho
o passarinho
não pousa e nem ousa
desvario, prefere
o rio
imerso no ego
naufragado na lembrança
quando o olhar era
a aliança
olhos que não creem
o descaminho
eu, caminho
tenho flor e espinho
o passarinho
não pousa e nem ousa
desvario, prefere
o rio
imerso no ego
naufragado na lembrança
quando o olhar era
a aliança
sexta-feira, julho 7
Sobre tagarelar e sorrir
Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
(...)
sexta-feira, fevereiro 24
Sobre como foi ser feliz de novo
Certo dia, em uma rotineira visita ao shopping vi o meu passado passar por mim. Tive medo. Sem querer o peito veio à boca.
E dessa história fica o meu adeus.
A Deus...
Lembrei-me do céu que me pertencia,
da rotina que se tornava mais leve com um simples encontro,
das minhas cheganças - ah, essas nunca perdiam a graça.
Em um lapso de timidez, não pude encarar, não tive coragem de fixar os olhos naquilo que entreguei de mãos beijadas ao mundo. Por não saber esperar, por não saber segurar a mão de quem estava com medo. Respirei fundo e criei coragem - eu não sabia o que ia fazer - mas desci as escadas correndo e me prostrei em frente ao enorme chafariz na entrada do shopping.
Descobri que não havia passado vivo,
só devaneios de uma mente que
não esquece grandes paixões.
Durante semanas alimentei grandes fantasmas, reacendi palavras, gestos e cuidados. Senti como era magnifico viver a essência e o puro das pessoas. Como o cotidiano pode ser doce e como pode ser selvagem dentro de um beijo que embaçava nossos óculos e uma barbinha que nos deixava arrepiada dos pés à cabeça. Como era gratificante chegar no fim do expediente, às 23h em pleno domingo e ouvir sem esperar, sobre a admiração por ser uma grande mulher que mata um leão por dia e tantos outros detalhes que nos desmontam. Essência, gentileza e carinho nos energizam. Por dias pensei no que dizer, em como dizer. Eu não sabia por onde começar. Lembrei-me do seu livro favorito no qual fui presenteada, o li novamente em uma tarde de sábado na praia, senti a felicidade tão viva dentro de mim. E quando finalmente decidi o dia, horário e transporte para entrar de cabeça no meu velho universo, eis que descubro o motivo do fim do nosso mundo.
O meu bem querer plantou uma semente
semente de vida,
semente de amor.
Essa semente será uma redoma que nos manterá distantes. Acreditei que o dia primeiro de janeiro de dois mil e dezessete seria o dia em que a felicidade bateria novamente em minha porta. O passado será sempre incendiado de bons momentos e a sensação vaga do que poderia ter sido. Afinal de contas, minha vida é isso - uma eterna lacuna a ser preenchida. E assim vou me montando, me encontrando e reajustando as velas do meu barco da vida. Na esperança de que um dia dê certo - do jeito que tem que ser.
E dessa história fica o meu adeus.
A Deus...
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente por sentir saudade.
sexta-feira, dezembro 30
terça-feira, agosto 23
Sobre manhãs de segunda-feira
Os últimos três meses passaram na velocidade de um dia, quando a gente se dá conta a nossa vida já não é um terço do que imaginamos (ou sonhamos). Mas pra ser sincera - eu não tinha planos. Por um breve momento desacreditei que poderiamos planejar detalhes de nossa vida, percebi o quão ela se torna mais saborosa quando deixamos que ela nos conduza, passo a passo, como num jogo de tango, onde tudo se encaixa, o próximo passo é dito no olhar, é caloroso e traz uma sensação de intensidade.
Não descobri o caminho que devo seguir, mas hoje consigo claramente ver o que me faz continuar - seja pra onde for.
Não descobri o caminho que devo seguir, mas hoje consigo claramente ver o que me faz continuar - seja pra onde for.
Sensação boa, todo dia recomeçar. Todo dia é segunda. Todo dia é dia primeiro.
Escolhas nos moldam, e a essência molda as nossas escolhas.
quarta-feira, agosto 17
quarta-feira, março 9
Sobre renascer
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Sobre essa música ser uma baita tradução do que sou. Saudades do meu blogue. Tenho boas notícias: nunca estive tão otimista em minha vida, finalmente estou liberta dos meus fantasmas do passado e dos "e se?!" que me acompanharam durante anos. Hoje sou o que quero e faço o que bem entendo, é a minha nova maneira de ser. Sem encontros (ou seriam desencontros?), magicamente nossos pensamentos são imãs poderosos, e essa foi a maior experiencia que já presenciei!
domingo, setembro 13
sobre esquecer da vida
Há dias que não sei mais viver. Quem me lê sabe o quão minha vida é baseada em ser um ser que anda sem saber. Ando na linha tênue do querer e do ter um milhão de motivos para não estar lá. Descobri que um sopro é capaz de apagar magoas e reacender almas. Julgamento não pode fazer parte do vocabulário do ser humano. Sobreviver é uma questão de angulo, de momento. De dar um close no instante. E ah se pudéssemos congelar!
Momentos singelos proporcionam explosões de sentimentos, que vão do medo à carne, da unha ao calafrio. Um olhar, um palmo, um aroma - se unem para me tirar do sério quando cai a noite, quando estou no ônibus, quando estou na rua - não tem hora.
Ouvir Pitanga em Pé de Amora e só querer a sorte de estar embaixo de um folheado verde, de pernas cruzadas e entrelaçadas com meu bem. Sonhar, e sonhar muito! Sonhar acordada, dormindo, respirando, vivendo, sendo. Só me falta o amor saltar da navalha que o corta e ser livre, sem dor, somente com o sabor de saber o quão maravilhoso é a brisa das cinco - quase tarde, quase noite.
Onde a unica coisa que aperta é o abraço da despedida.
terça-feira, agosto 18
sobre o baque de agosto
O tempo correu, e eu como de costume não o vi passar. Mas agosto é um daqueles meses que me dá um baque para a vida, onde tudo ou nada podem acontecer. Extremista como quem aqui escreve. Esse ano aconteceu.
Os últimos três meses eu estava vivendo em um modo automático, com as engrenagens enferrujadas - diga-se de passagem. Aquele camarão da música do Zeca Pagodinho era eu. Ia para onde a maré me conduzisse. Minha sanidade está voltando aos poucos. Me sinto saindo do casulo. Cada dia finco um pouco mais a raiz nesse solo que, como gosta de lembrar meu chefe: "De porcelanato puro. Altamente resistente". Mas ora, quem quer saber onde é que se pisa? Ao menos que estejamos no setor de construções. Ou talvez ele queira mostrar a todos o quão é difícil criar raiz neste solo, e que se conseguir você está pronto para florir. Não há ventania que te leve.
Enraizar não é facil em tempos como esse, onde em todos os lugares há pessoas querendo colher. E sabemos, as melhores rosas não têm como escapar.
Pois até quem já possui um buquê inteiro se encanta com a simplicidade de uma rosa firmemente enraizada.
segunda-feira, maio 11
sobre primaveras e outonos
Incrivelmente a primavera passou. Só restam as folhas secas do outono desmembrado. As estações do ano mudaram de ordem, e duram o tempo que querem. Anos de primaveras e verões. Agora um tempo que a Deus pertence de outonos e invernos.
Toda dedicação para as rosas desta primavera. Agora suas pétalas caem na grama como se essa fosse a única forma de esquecer a história. Mal se sabe que esse processo é energizante para a vida. Adubar o solo é a maior garantia que as próximas rosas serão mais nutridas.
Eu tenho as estações do ano dentro de mim.
Posso ser Primavera, Outono, Inverno e Verão.
Posso ser Primavera, Outono, Inverno e Verão.
Benditas coisas
Difícil escolher um trecho de uma música como essa.
Onde traduz o hoje. O agora. O vento. O tempo.
domingo, abril 12
Existencia Narrativa
Esses dias ou semanas, quem sabe meses - não sei - estou perdida. Não sei para onde vou ou com quem vou. Onde durmo, onde acordo, não conheço minhas roupas, nem meu sorriso. Os meus olhos estão com um pigmento diferente - acho que essa não sou eu.
Devo estar vivendo em outro corpo, ou possa ser que eu esteja simplesmente narrando a história de uma garota de vinte anos. Devo ter estudado bem, conheço todo o passado, todos os amores, todos os sabores que ela sentiu. Sei onde o calo aperta. Sei quem perambula nos sonhos dela. Sei ainda quais são todos os desejos dela.
Ela não quer andar onde eu peço para ela andar. Está teimosa, não me ouve. Acho que nós perdemos um pouco a sintonia. Estamos nos desprendendo, o seus olhos estão mudando, até mesmo os lugares onde ela frequenta estão mudando. Ela vai acabar tropeçando. Está com raiva de mim. Falo pra ela sobre o que acho da vida, ela me se emburra completamente. Falo pra ela seguir o sonho da noite anterior. E me responde que lê Freud e que isso não passa do inconsciente alavancando a sua vida.
E eu repito, tem certeza?
Sempre ignora. Prefere não responder porque a unica certeza é a de que tenho razão. E às vezes entro no blog dela e escrevo na esperança que um dia ela leia e entenda o porque que quero ver os seus pés na areia. A vida está passando, e não espera ninguém. Ela não vive. Não inspira, só respira. Não vê, só olha. E quando entro nesse quarto, olho pra essa janela com o verde e o azul celestial em combinação, tenho vontade de reinventar essa história para que ela viva. Para que eu viva. Para que minha narrativa não seja de magoas, tristezas e incertezas.
Quero narrar sabores que ela experimentou, amores que ela abraçou, encontros em um café, em um botequim, quero até mesmo que ela deseje feliz aniversário para pessoas que ela se importou demais em outrora.
Sem narrar nada sou. Já que ela não me ouve, sobrevivo escrevendo.
Devo estar vivendo em outro corpo, ou possa ser que eu esteja simplesmente narrando a história de uma garota de vinte anos. Devo ter estudado bem, conheço todo o passado, todos os amores, todos os sabores que ela sentiu. Sei onde o calo aperta. Sei quem perambula nos sonhos dela. Sei ainda quais são todos os desejos dela.
Ela não quer andar onde eu peço para ela andar. Está teimosa, não me ouve. Acho que nós perdemos um pouco a sintonia. Estamos nos desprendendo, o seus olhos estão mudando, até mesmo os lugares onde ela frequenta estão mudando. Ela vai acabar tropeçando. Está com raiva de mim. Falo pra ela sobre o que acho da vida, ela me se emburra completamente. Falo pra ela seguir o sonho da noite anterior. E me responde que lê Freud e que isso não passa do inconsciente alavancando a sua vida.
E eu repito, tem certeza?
Sempre ignora. Prefere não responder porque a unica certeza é a de que tenho razão. E às vezes entro no blog dela e escrevo na esperança que um dia ela leia e entenda o porque que quero ver os seus pés na areia. A vida está passando, e não espera ninguém. Ela não vive. Não inspira, só respira. Não vê, só olha. E quando entro nesse quarto, olho pra essa janela com o verde e o azul celestial em combinação, tenho vontade de reinventar essa história para que ela viva. Para que eu viva. Para que minha narrativa não seja de magoas, tristezas e incertezas.
Quero narrar sabores que ela experimentou, amores que ela abraçou, encontros em um café, em um botequim, quero até mesmo que ela deseje feliz aniversário para pessoas que ela se importou demais em outrora.
Sem narrar nada sou. Já que ela não me ouve, sobrevivo escrevendo.
segunda-feira, março 30
-
"Seu relacionamento com você mesmo define o tom para todos os outros relacionamentos que você tem."
Retalhos de uma viagem para um lugar incrível.
sexta-feira, fevereiro 20
Sobre trechos de um mestre
"Conheço um poeta. Um grande poeta, mas sempre me pergunto como ele pode ser um grande poeta - ele não pode ser nem um homem. Ele deve conhecer truques de linguagem, deve ser um gramático. Provavelmente, faz truques com as palavras. Mas não pode ser um grande poeta, porque a poesia vem da vida - e ele é um medroso!"
Hoje pela manhã li esse trecho do Osho, e na noite o poeta apareceu.
Osho é realmente um pai, um Mestre. E nos mostra que o universo conspira, respira e principalmente nos inspira a viver. Portanto viva, tenha coragem.
Hoje pela manhã li esse trecho do Osho, e na noite o poeta apareceu.
Osho é realmente um pai, um Mestre. E nos mostra que o universo conspira, respira e principalmente nos inspira a viver. Portanto viva, tenha coragem.
quinta-feira, fevereiro 12
sobre a ama-dur-essência
Que bom que a gente amadurece, as paixões são direcionadas como força criativa, os julgamentos são menores e a aceitação vem junto com a gratidão e a confiança.
Que bom que a gente amadurece e consegue brilhar no meio do caos.
envelhecer é uma coisa linda quando se busca sabedoria.
Por uma vida leve, um coração palpitante e sorrisos solares.
Que bom que a gente amadurece e consegue brilhar no meio do caos.
envelhecer é uma coisa linda quando se busca sabedoria.
Por uma vida leve, um coração palpitante e sorrisos solares.
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